Boa noite.
Em meu último texto, publicado aqui na semana passada, falei sobre a fé. Foi interessante notar como o assunto é polêmico, mesmo quando tentamos excluir o aspecto religioso e sistematizado de tal tema. Foram várias as conversas que tive com diversas pessoas sobre o assunto, depois do texto, e gostei de ouvir as diferentes opiniões sobre a fé. Claro que, além disso, gostei ver que meu blog tem leitores...
Hoje, porém, meu objetivo é o inverso. Não quero excluir o lado formal da fé, dessa vez. Quero falar justamente dele. Aliás, já postei aqui semana passada com essa idéia na cabeça. E então voltei hoje para falar das religiões.
Novamente gostaria de ressaltar que não estou aqui para fazer marketing religioso ou algo do tipo. Quero deixar claro que tenho minha fé e procuro respeitar as crenças alheias, então os exemplos que podem - ou não - aparecer aqui não devem ser entendidos como uma crítica à religião específica, mas sim às religiões em geral quando desviadas do seu verdadeiro propósito.
Dito isso, inicio meu texto.
Conforme visto na postagem anterior, a conduta humana é amplamente influenciada pela fé. Nesse caso, a pessoa age de acordo com o que ela acredita, para que não contrarie suas próprias crenças. Até aí, tudo bem, já que cada um acredita no que quer. Se um grupo de indivíduos acredita em algo semelhante, sistematizando o conhecimento, não existe problema, afinal não tem nada de errado em ter opiniões parecidas. A religião, então, é ainda positiva, não causando mal algum.
O problema começa quando um grupo de pessoas resolve impor sua fé a outro, principalmente de forma violenta e cega.
É mesmo curioso que as pessoas cheguem a tal nível de fanatismo. Ora, se a religião é criada em primeiro momento para que os homens obtenham respostas e vivam em paz, então não faz sentido que aconteçam "guerras santas", como as que ocorreram em diversos períodos da História, se prolongando até a atualidade. Tais guerras, motivadas pela intolerância e vaidade de um grupo que se julga superior a outro, só servem para gerar mais ódio, piorando a situação.
É incrível como a religião pode ser motivo de tanta discórdia. Se abrirmos o Corão, livro sagrado dos muçulmanos, encontramos belas lições de solidariedade, assim como na Tora dos judeus ou na Bíblia cristã. Desta forma, não nos resta alternativa a não ser admitir os conflitos religiosos como fruto da vaidade e, por que não, da ganância humana.
E é justamente aí que entra a manipulação. Enquanto a massa de um país for dominada por um grupo de fanáticos, existirão atentados e assassinatos em nome de Deus. Enquanto um povo for vítima de uma lavagem cerebral que faz com que as pessoas acreditem que a fé vale dinheiro, existirão aqueles que enriquecerão em nome de Deus.
Reitero aqui que não sou contra a religião em si. Também tenho minha fé, como disse, e não é por isso que me sinto no direito de considerar outras crenças como inferiores ou de tentar fazer com que acreditem no mesmo que eu. Sou contra a manipulação religiosa, visando a dominação e o lucro de alguns em função da fé e inocência de outros, porque alguém que prega a salvação pela morte dos seus iguais ou pela compra de lotes no céu simplesmente não pode ser levado a sério.
terça-feira, 27 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Da Fé.
Boa noite!
Tenho pensado já há algum tempo sobre um assunto para escrever aqui, e foi então que lembrei de uma discussão que tive uma vez sobre a importância da fé. Gostaria de deixar claro em primeiro lugar que meu texto não se trata de uma crítica a qualquer religião, muito menos de marketing religioso. Pelo contrário, falo da fé em geral, daquela fé genuína e do seu impacto na sociedade.
Dizer que as crenças não tem uma influência no modo de agir das pessoas é, antes de tudo, um desrespeito à própria História. É só olhar para trás e ver quantos absurdos foram cometidos em nome de Deus, seja ele de qualquer religião. Pensando nisso, logo as pessoas se lembram da "Santa" Inquisição.
É importante ter em mente, entretanto, que não foi só a Igreja que cometeu absurdos. Há milhares de anos, antes do surgimento do Cristianismo, já existiam os sacrifícios em nome da fé. Já existiam as perseguições religiosas, as guerras santas e toda essa luta sacra.
Tendo isso em vista, é fácil perceber o quanto a conduta humana é guiada - e muitas vezes manipulada - pelas idéias religiosas. Ora, é só notar a influência da religião nas nossas leis, principalmente no que tange o Direito de Família. Indo mais longe, pode-se perceber a influência das crenças até mesmo nas decisões judiciais. Ou será que um juiz muçulmado pensaria da mesma maneira que um juiz judeu? A dificuldade está em dizer até onde nosso Estado é realmente laico. Até onde a liberdade de expressão religiosa realmente liberta a sociedade das idéias de uma religião dominante.
Não que essa influência seja completamente ruim. Sinceramente penso que existe um lado muito positivo nisso tudo, que é o lado da fé verdadeira. Da fé que leva as pessoas a agir de acordo com os valores morais, com a ética. Aquela fé que faz com que os membros de uma sociedade deixem um pouco da sua individualidade de lado para dar lugar ao bem comum e à solidariedade.
Enquanto a fé estiver mantendo os indivíduos afastados de condutas individualistas, desonestas e antiéticas, ela tem sentido. Longe disso, é pura hipocrisia.
Soa radical? Uma pena.
Tenho pensado já há algum tempo sobre um assunto para escrever aqui, e foi então que lembrei de uma discussão que tive uma vez sobre a importância da fé. Gostaria de deixar claro em primeiro lugar que meu texto não se trata de uma crítica a qualquer religião, muito menos de marketing religioso. Pelo contrário, falo da fé em geral, daquela fé genuína e do seu impacto na sociedade.
Dizer que as crenças não tem uma influência no modo de agir das pessoas é, antes de tudo, um desrespeito à própria História. É só olhar para trás e ver quantos absurdos foram cometidos em nome de Deus, seja ele de qualquer religião. Pensando nisso, logo as pessoas se lembram da "Santa" Inquisição.
É importante ter em mente, entretanto, que não foi só a Igreja que cometeu absurdos. Há milhares de anos, antes do surgimento do Cristianismo, já existiam os sacrifícios em nome da fé. Já existiam as perseguições religiosas, as guerras santas e toda essa luta sacra.
Tendo isso em vista, é fácil perceber o quanto a conduta humana é guiada - e muitas vezes manipulada - pelas idéias religiosas. Ora, é só notar a influência da religião nas nossas leis, principalmente no que tange o Direito de Família. Indo mais longe, pode-se perceber a influência das crenças até mesmo nas decisões judiciais. Ou será que um juiz muçulmado pensaria da mesma maneira que um juiz judeu? A dificuldade está em dizer até onde nosso Estado é realmente laico. Até onde a liberdade de expressão religiosa realmente liberta a sociedade das idéias de uma religião dominante.
Não que essa influência seja completamente ruim. Sinceramente penso que existe um lado muito positivo nisso tudo, que é o lado da fé verdadeira. Da fé que leva as pessoas a agir de acordo com os valores morais, com a ética. Aquela fé que faz com que os membros de uma sociedade deixem um pouco da sua individualidade de lado para dar lugar ao bem comum e à solidariedade.
Enquanto a fé estiver mantendo os indivíduos afastados de condutas individualistas, desonestas e antiéticas, ela tem sentido. Longe disso, é pura hipocrisia.
Soa radical? Uma pena.
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