Boa noite!
Voltei rápido, dessa vez. Quem sabe agora eu crio vergonha na cara e começo a escrever mais... Com as férias,fica mais fácil, eu acho.
Em todo caso, eu nem ia escrever agora. Na verdade, acabei de reclamar que estava sem idéia nenhuma. E foi aí que me eu percebi que estava com um assunto na minha cara o tempo todo e não tinha nem notado.
A mídia é algo que está na cara de todo mundo, na verdade. Onde quer que andemos, somos bombardeados por informações - úteis ou não - sobre as mais variadas coisas. Muitas vezes, talvez até a maioria, são coisas sem importância relevante para a sociedade. Assuntos destinados a fazer com que as pessoas fechem os olhos e vivam num mundinho pequeno, feito de ilusões. Um verdadeiro conto de fadas.
Como já diziam os Beatles:
"Living is easy with eyes closed. Misunderstanding all you see."
Com efeito, é muito fácil viver de olhos fechados, preferindo não entender a realidade da vida. E é aí que deveria surgir a mídia. Ela deveria ser justamente a ferramenta feita para forçar as pessoas a enxergar como está o mundo à sua volta. A mídia tem esse poder de instigar o povo, isso está mais do que provado. Ao invés de termos programas de notícias que parecem ter saído direto do movimento da Lei e da Ordem - ou de algum filme de terror- procurando desesperar o cidadão comum e mal informado, deveríamos ser informados também sobre o nosso poder de mudança dentro da sociedade.
Quantos brasileiros assinaram o Ficha Limpa? Cerca de 1,6 milhão de pessoas? É pouco.
É ridículo se imaginarmos que só em São Paulo são mais de 10 milhões de habitantes. E é aí que a mídia deveria se mobilizar. Mostrar ao cidadão que ele pode, sim, contribuir de forma ativa para o futuro do país.
Claro que temos programas que estão tentando fazer sua parte. Se são pelos motivos certos, se fazem isso por audiência ou por cidadania, isso eu não posso julgar. E nem me interessa, contanto que façam sua parte. Se é necessário usar do humor para atingir mais gente, que usem! Que façam os políticos passarem por palhaços, assim como eles fazem o povo passar.
A parte triste é que esses programas são como as assinaturas do Ficha Limpa. São uma parte ínfima da mídia, que só quer saber de Circo. Lembra de Roma, do Pão e Circo? No Brasil também tem!
Chique, não?
Não que eu seja contra programas feitos só para entretenimento. Acho que são necessários, além de alguns serem realmente muito bons. Mas o que eu quero dizer é que é necessário um equilíbrio entre as duas coisas.
Não adianta ficarmos sentados olhando pro nosso circo do sofá da sala e reclamando da situação. Não adianta a mídia ser passiva e noticiar somente crimes hediondos e jogo de futebol. O que é preciso é fazer com que as pessoas enxerguem o presente do nosso país, porque, se continuar assim, o "futuro" do Brasil nunca vai chegar.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Das Avessas.
Boa noite!
Faz alguns dias já que não posto aqui, e não é por esquecimento. Acontece que de vez em quando eu custo a arrumar tempo para escrever, e quando tenho tempo parecem que somem as idéias.
Hoje gostaria de expor uma situação que notei já tem um período e que realmente incomoda, se pararmos para pensar. Incomoda tanto que eu resolvi escrever aqui.
Não é de hoje que eu percebo uma certa inversão de valores na sociedade. Isso não é novidade para ninguém, nem para mim, mas sempre me surpreende. Sei que também não é de hoje que isso ocorre, já que como dizia Ruy Barbosa:
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
Essa frase - muito atual - foi dita pelo jurista em 1914. É incrível, ao mesmo tempo que revoltante, como a humanidade parece não ter progredido nesse tempo todo que passou. Não quero parecer muito descrente. Realmente quero acreditar que isso é passageiro e que os princípios éticos vão prevalecer.
O problema é que à medida que o tempo passa, as pessoas dão menos valor àquelas coisas que são fundamentais na formação de cada um. É muito simples, basta notar a quantidade de jovens que literalmente não liga a mínima para a família. É só observar quanta gente não quer nem saber de princípios morais e éticos. E o pior: os que se preocupam com isso acabam por ter vergonha disso.
Acho que aí já deu para reparar no motivo do título ser "Das Avessas". Ao invés do cidadão ter vergonha de ser imoral, hipócrita e injusto, ele tem vergonha justamente de agir de acordo com os princípios da ética. Prefere ter a imagem do malandro, do sujeito que consegue tudo com o "jeitinho brasileiro". Aliás, outro absurdo é se orgulhar desse "jeitinho".
Não quero dizer que todos tem que virar santos. Isso é obviamente impossível.
O que quero mostrar é que essa inversão de valores que podemos notar na sociedade leva a um círculo vicioso em que as gerações mais novas acabam inevitavelmente sendo influenciadas pelas anteriores, que em sua maioria traz pessoas que se orgulham da malandragem.
Já passa da hora de ver que não adianta um discurso bonito em faculdades, palestras e, principalmente, em época eleitoral. O que estamos precisando é de exemplos que mostrem que a honestidade, o caráter e a ética valem a pena.
Precisamos de exemplos que provem ao povo brasileiro que a sujeira vista hoje contaminando nossa política e nossa realidade social vai ser desinfetada, fazendo jus ao nosso Hino da Proclamação da República:
"Seja um hino de glórias que fale da esperança de um novo porvir."
Faz alguns dias já que não posto aqui, e não é por esquecimento. Acontece que de vez em quando eu custo a arrumar tempo para escrever, e quando tenho tempo parecem que somem as idéias.
Hoje gostaria de expor uma situação que notei já tem um período e que realmente incomoda, se pararmos para pensar. Incomoda tanto que eu resolvi escrever aqui.
Não é de hoje que eu percebo uma certa inversão de valores na sociedade. Isso não é novidade para ninguém, nem para mim, mas sempre me surpreende. Sei que também não é de hoje que isso ocorre, já que como dizia Ruy Barbosa:
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
Essa frase - muito atual - foi dita pelo jurista em 1914. É incrível, ao mesmo tempo que revoltante, como a humanidade parece não ter progredido nesse tempo todo que passou. Não quero parecer muito descrente. Realmente quero acreditar que isso é passageiro e que os princípios éticos vão prevalecer.
O problema é que à medida que o tempo passa, as pessoas dão menos valor àquelas coisas que são fundamentais na formação de cada um. É muito simples, basta notar a quantidade de jovens que literalmente não liga a mínima para a família. É só observar quanta gente não quer nem saber de princípios morais e éticos. E o pior: os que se preocupam com isso acabam por ter vergonha disso.
Acho que aí já deu para reparar no motivo do título ser "Das Avessas". Ao invés do cidadão ter vergonha de ser imoral, hipócrita e injusto, ele tem vergonha justamente de agir de acordo com os princípios da ética. Prefere ter a imagem do malandro, do sujeito que consegue tudo com o "jeitinho brasileiro". Aliás, outro absurdo é se orgulhar desse "jeitinho".
Não quero dizer que todos tem que virar santos. Isso é obviamente impossível.
O que quero mostrar é que essa inversão de valores que podemos notar na sociedade leva a um círculo vicioso em que as gerações mais novas acabam inevitavelmente sendo influenciadas pelas anteriores, que em sua maioria traz pessoas que se orgulham da malandragem.
Já passa da hora de ver que não adianta um discurso bonito em faculdades, palestras e, principalmente, em época eleitoral. O que estamos precisando é de exemplos que mostrem que a honestidade, o caráter e a ética valem a pena.
Precisamos de exemplos que provem ao povo brasileiro que a sujeira vista hoje contaminando nossa política e nossa realidade social vai ser desinfetada, fazendo jus ao nosso Hino da Proclamação da República:
"Seja um hino de glórias que fale da esperança de um novo porvir."
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