quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Da Mordaça.

Boa noite!
É, vamos ver se nas férias eu escrevo mais aqui... Espero que sim, para variar um pouco.

Aliás, acho que todos deviam criar um blog, nem que seja para escrever uma frase só.
Mas que seja uma frase de efeito, uma frase para fazer pensar. Uma frase que tenha fundamento e com um pensamento crítico que lhe sirva de base. Com certeza, isso seria uma forma de protesto, e o povo deveria aproveitar essa liberdade de expressão enquanto ainda a possui.

Digo isso por um motivo muito simples, e qualquer um que esteja acompanhando os noticiários sabe do que estou falando.
Falo da censura ao Estadão. Falo da mordaça que está sendo colocada na imprensa, tolhendo-a de sua função de divulgar os fatos e, por quê não, de mover as massas.
Ora, hoje mesmo o Judiciário negou ao jornal a revogação de uma liminar que o proíbe de publicar dados sobre as atividades de um filho do presidente do Senado. Do presidente do Senado, ou seja, uma pessoa pública.

De fato, é de se pensar se esse não é o princípio do fim da liberdade de imprensa. Considerando que a mídia sempre foi uma ferramenta a mais para fiscalizar o trabalho do Estado e dar voz ao povo, é necessário refletir se não estamos diante de um retrocesso. Temos visto governos autoritários ganhando força na América Latina, e mesmo um governo de fato instalando-se em Honduras sem se preocupar com o princípio da legitimidade.

Talvez pareça exagero, mas a verdade é que nem na época do Regime Militar o Poder Judiciário se curvou à censura. Na ocasião, a liberdade de imprensa foi tolhida por meio de atos do Poder Executivo. É preciso questionar o motivo de um jornal de tal importância estar sendo amordaçado, principalmente em se tratando de indivíduos envolvidos em escândalos.

É realmente preocupante ver o rumo que as coisas estão tomando, ao notar uma manifestação pacífica de estudantes contra mensaleiros ser brutalmente reprimida no Distrito Federal. Mais preocupante ainda é ver que os jornais estão sendo proibidos de fazer seu trabalho.

Resta-nos ficar com a frase:
"Quando mentir for preciso, falar a verdade."

domingo, 6 de dezembro de 2009

Da Discriminação Legal.

Boa noite!
Demorei mas voltei... Isso que importa.

Gostaria, nessa época de vestibular e tudo isso, de tocar num assunto do qual muita gente fala, mas nunca vi muitos textos dissertativos quanto a isso.
Aliás, perdoem o tom dissertativo desse artigo. É uma redação academica que fiz e que vou transcrever aqui. Cabe dizer que a redação foi feita com base em um artigo do Dr. Ives Gandra da Silva Martins.

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Tendo em vista o crescente número de leis que supostamente destinam-se à proteção das minorias, é possível notar um aumento proporcional na discriminação contra o "cidadão comum e branco". As normas criadas para a inclusão social dos outros cidadãos acabam, de certa forma, por excluir o branco ao colocá-lo em posição de desvantagem perante as chamadas minorias. Assim, a inclusão social passa a ser uma justificativa para a discriminação, e não uma forma de igualar os direitos das pessoas.

Um exemplo típico da discriminação a que está sujeito o branco é o sistema de cotas raciais no vestibular, que exclui o cidadão branco em favor de uma "minoria" a despeito da igualdade das suas notas. Tal sistema, além de discriminar o cidadão branco, é também falho porque, ao privilegiar uma determinada raça, ele deixa de lado toda uma população de brancos, índios e afrodescendentes que tiveram acesso a um ensino de má qualidade, independente de sua etnia.

Nota-se discriminação ainda maior quando os índios, menos de meio milhão, se levados em conta só os brasileiros, passam a ter direito a 15% do território nacional. Neste caso, a discriminação não é apenas contra o cidadão comum e branco, mas contra os 183 milhões de habitantes não índios do Brasil. A exclusão torna-se ainda mais absurda quando são contados os índios argentinos, paraguaios e uruguaios, que também pretendem ser beneficiados.

É possível perceber também a discriminação contra o cidadão comum na proteção dada pela lei aos invasores de terras. O Estado, ao invés de punir os indivíduos que violam a Constituição e insistem em invadir a propriedade alheia - muitas vezes produtiva, diga-se de passagem - oferece-lhes aposentadoria. O cidadão honesto e cumpridor da lei, por sua vez, se está desempregado, não conta com este privilégio.

Assim, vale questionar a validade do inciso IV do artigo 3º da Constituição, já que a própria lei cria situações discriminatórias para os cidadãos brasileiros, indo contra um "objetivo fundamental da República". Mais que incluir as minorias, é necessário que o Estado crie condições para educar a maioria da população, caracterizada não por etnias, mas pelo acesso ao ensino de má qualidade.

domingo, 30 de agosto de 2009

Do Marasmo.

Boa noite.
Quanto tempo... Mas não faz mal.

Com toda a bagunça que hoje se testemunha na política brasileira, eu gostaria de poder entender o que aconteceu com o nosso povo.
O que aconteceu com os nossos estudantes, nossos centros acadêmicos e nossos "cérebros".

Parece que sumimos todos...
Na primeira pessoa do plural mesmo, pois é o NOSSO Brasil que estamos deixando de defender.

Quando aos 18 anos é feito o Juramento à Bandeira, jura-se proteger a honra e a dignidade da nação, mas não é mencionado que essa defesa deva ser feita somente se quem ameaça a integridade da Pátria for estrangeiro.

Ora, se o povo brasileiro não cobrar de seus representantes, é muito lógico que os referidos tornem-se cada vez mais acomodados com o passar do tempo, já que podem tratar do País a seu bel-prazer sem que a população se manifeste.
Muito claro é que nossos representantes não estão cumprindo com suas obrigações, mas que podemos esperar se também não cumprimos com o que juramos frente à Bandeira Nacional?

Para onde foi o povo ativo, disposto a lutar por um país justo e a cobrar dos que estão no poder?

O que dizer de um país cujos eleitores não se lembram em quem votaram?
Com tudo que ocorre em todos os pontos do país, é absurdo que o povo simplesmente se cale e deixe a impunidade novamente vigorar.

É absurdo que a nossa população esteja de tal modo desiludida que não tenha esperanças para criar um ideal de um Brasil justo.

Não é possivel cobrar vergonha na cara de nossos representantes se continuarmos tendo vergonha de tomar uma atitude.

Já passa da hora de agir. Passa da hora de os estudantes do Brasil deixarem aflorar o patriotismo e, assim, servir de exemplo para o restante da população.

Quem está manchando a honra do país não é "gringo".

Quem fere o Brasil hoje é o próprio povo brasileiro, com sua omissão frente ao que ocorre dia e noite com a nação.

É hora de esquecermos o Brasil do futuro.
É hora de pensarmos no agora e transformarmos o Brasil em um país do presente.

domingo, 31 de maio de 2009

Do Preço.

Boa noite.

Realmente, depois do que acabei de ver, seria difícil deixar de usar do Daily Howl, nem que seja para escrever umas poucas linhas.

Há alguns minutos, no Fantástico, passou uma matéria sobre a venda de seres humanos em Portel, no Pará. Indo um pouco mais a fundo, a venda de meninas. Até aí, nenhuma novidade, infelizmente. A venda de seres humanos não é nenhum empreendimento inovador, e isso é bastante óbvio se notarmos as páginas da história que são manchadas pela Escravidão.

Mas a parte chocante é o comerciante, neste caso específico.
A mocinha foi vendida pela pessoa por quem ela devia ser mais protegida, a pessoa pela qual ela devia sentir mais confiança.
A mãe.

Pelo dicionário, a "geradora", a "pessoa que exerce a maternidade" e, principalmente, a "pessoa que zela por seu(s) filhote(s)".

Como se não fosse absurdo o suficiente vender a própria filha, vem outro choque.
O preço. Para aquela mãe, a filha vale R$ 500 e um número de telefone que ela possa ligar.
Uma pechincha, não é?

Que nada! O preço que a mesma "mãe" cobra por um programa com a moça que é uma pechincha. Em palavras dela, "deixa quatro cervejas aí".
Seria cômico se não fosse trágico. Aliás, é mais que trágico, é vergonhoso.

E, obviamente, a desculpa é sempre a mesma. A pobreza é a justificativa número 1. Ou então, a "cultura" que está enraizada na região.
"As pessoas se acostumaram com essa cultura... Acham que é normal."

Mas até onde isso pode ser aceito como justificativa?

Ora, é só usar a lógica.
Se as pessoas se "acostumaram" com essa "cultura", é porque algum dia isso não foi normal, e alguém deu o primeiro passo. Com isso, outros viram uma solução, e já que todos faziam, o sentimento de culpa era naturalmente aplacado.

O problema realmente é a cultura. Mas não a cultura falsa do novo comércio sujo que surgiu.

O problema é a cultura de deixar as coisas para depois. De achar que está tudo bem.
Se os primeiros responsáveis por este problema tivessem sido devidamente punidos, provavelmente não haveria essa "cultura" nojenta para se acostumar.

Assim, mais uma vez o ser humano mostra até onde é capaz de descer no abismo da crueldade.
E somos obrigados a concordar, neste caso, com Dan Brown.
"So dark is the con of Men".

domingo, 5 de abril de 2009

Do Lugar.

Boa tarde.
Demorei pra voltar, dessa vez.
Mas o que importa é que eu voltei.

E vim falar do Brasil. Não do Brasil subjetivo.
Do Brasil físico.

Vim falar do Brasil verde, do Brasil bonito.
O Brasil que se envergonha quando olha seu povo. Que se envergonha quando ve a falta de patriotismo dos "brasileiros".

Ora, não existe lugar mais rico que o Brasil. Temos petróleo. Temos terra. Temos água.
O que for pensado de recursos naturais, o Brasil tem.

O que nos falta é gente. Não que nossa população seja pequena. Mas falta gente de verdade. Gente honesta, batalhadora.
Falta gente que ache o sucesso e o trabalho mais bonitos que o futebol, a cachaça e o carnaval.

De nada adianta um lugar rico como esse, se for povoado de gente pobre de espírito.
De nada adianta um lugar bonito, se for povoado de gente pobre de caráter.

Não que o povo seja o único culpado. O governo tem lá sua culpa. Mas, sinceramente, "quem quer, corre atrás". E se a massa quisesse, teria um governo decente. Se o povo realmente se importasse com algo mais do que o "agora", o Brasil seria diferente. Seria um lugar melhor.

Um lugar onde os turistas não teriam medo de frequentar. Onde os próprios brasileiros teriam orgulho de morar, o que geraria patriotismo... Mas geraria patriotas reais, não como os patriotas de Copa do Mundo, que entopem as casas de bandeiras na época dos jogos e não sabem nem cantar o Hino.

Por essas e por outras, eu canto:
"(...) and our flag was still there.
Oh say does that Star-Spangled Banner yet wave
For the land of the Free, and the Home of the Brave"

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Da Ética.

Boa noite.

É, demorei um pouco, mas voltei. Antes tarde do que nunca.
Mas isso não vem ao caso. Vou direto ao ponto.

Meu tópico hoje é Ética. E escolho esse tópico porque na minha opinião o mundo está cada vez mais carecendo de princípios éticos e valores morais, tanto do ponto de vista profissional dentro de grandes corporações quanto em salas de aula de faculdades e escolas, muitas vezes por parte dos próprios professores.

Na verdade, nos últimos casos a falta de Ética ainda é mais grave, pois além de acontecer dentro de uma empresa, o protagonista da atitude antiética (pela nova regra ortográfica... chique, né?) é o professor, que é o formador de opiniões e numa grande parte das ocasiões, é mesmo o mentor de seus alunos, alguém em quem os estudantes se espelham.

Assim sendo, o comportamento carente de ética nas instituições de ensino de forma geral torna-se de certa forma perigoso para o futuro das organizações e do próprio país, pois tende a formar pessoas que não se preocupam com os valores morais, tão importantes para o exercício da cidadania.

Com administradores de todas as áreas, políticos e formadores de opinião em geral desprovidos de ética, o país ficaria à mercê de pessoas que não pensariam duas vezes antes de cometer atos desonestos em proveito próprio, transformando as organizações em uma rede de desonestidade que visariam apenas o lucro tal qual a Camorra. Dadas as devidas proporções, obviamente.

E por que a ética vem deixando de ser observada pelos brasileiros?
Ora, isso tem a ver com a impunidade. Quanto mais tempo passa, mais confiantes os brasileiros ficam de que não serão pegos, ou punidos, pelos "pequenos" delitos que cometerem. Isso leva a infrações cada vez maiores, até que o comportamento desonesto já é parte da rotina, e, assim, é transmitido naturalmente para as gerações posteriores.

A solução, talvez, seria fazer valer de fato a Justiça em nosso país, acabando com a impunidade, que é a causa de tantos problemas da realidade brasileira.

Talvez, também, fosse necessário que os brasileiros honestos e éticos tivessem tanta vontade de expor suas idéias quanto os antiéticos, para assim deixar claro ao povo o que acontece com nossa sociedade, mostrando que nem sempre "Ignorância é força".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Do Atraso.

Boa noite.
Voltei das minhas férias. E concordo que minhas férias do blog foram mais longas que as do escritório. Mas foram do tamanho das férias da faculdade, e isso que importa.
Para mim, eu digo.

Aproveitando que voltei hoje, junto com as aulas, quero comentar sobre o trote. O trote que os calouros levam no primeiro dia de aula.
Opa. Calouros não. "Bixos". Com "x".

Quero deixar claro que não sou contra o Trote. Pelo contrário.
Adoro a oportunidade de tirar uma com a cara de alguém, principalmente se o alguem for um bixo ou bixete.

Eu sou contra o trote como ele existe hoje. Não parece certo.
Será que tem algum sentido torrar a paciencia dos bixos, só pelo puro prazer de ver alguem ser feito de otário?
Pode até ser engraçado, concordo, mas será que não seria muito mais justo se os Veteranos mostrassem que ser Veterano é mais que simplesmente encher o saco de alguem?

Na minha opinião, que eu tenho todo o direito de expressar já que este é o meu blog, seria muito mais proveitoso para todo mundo se os Veteranos "apadrinhassem" os bichos. Cada Veterano "apadrinharia" um bixo, e teria o direito de zoar com ele no dia do trote. Em troca, o Veterano mostraria como funciona a faculdade, mostraria as salas e ajudaria o bixo no primeiro dia de aula.

Isso facilitaria muito a vida do calouro, que teria um amigo para ajudar no primeiro dia, facilitaria a organização da Faculdade, porque a instituição não precisaria ficar sempre preocupada com as medidas disciplinares para punir Veteranos, já que eles estariam ajudando os calouros, e além de tudo, daria ao veterano o gostinho de zoar um bixo/bixete, sem prejudicar a tradição do Trote e sem machucar ninguém.

Assim, é difícil entender o motivo que leva Veteranos a ter uma atitude imatura como as que são vistas nos trotes de hoje, onde muitos veteranos (ressaltando que não sao todos) atormentam os bixos até não quererem mais, e depois não se importam com eles pelo resto do ano.

O Trote é engraçado, mas com certeza poderia ser muito mais proveitoso para todos os participantes, se alguma coisa além da brincadeira estivesse envolvida.